quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Lama e Chuva ( Teresópolis Cidade Caótica )

    No último dia 12 em Teresópolis, ocorreu um dos maiores desastres naturais da história do Brasil. Alguns morros vieram abaixo, ceifando assim preciosas vidas. A mãe natureza foi impiedosa com a serra. Em parte culpa nossa, que abusamos da boa vontade dela, por outra parte, culpa das autoridades que permitiram construções em tais lugares, estando cientes da periculosidade destes locais. Existem estudos de renomados pesquisadores sobre o assunto, que infelizmente em boa parte, foram parar na famosa gaveta do descaso.            
     Maior desastre natural da cidade? Sem sombra de dúvida meus caros leitores e leitoras!  
     Quase uma semana sem água, alguns dias sem telefone fixo e tampouco sinal de algumas operadoras de celulares. Nesse meio tempo, alguns oportunistas se aproveitaram dos acontecimentos, cobrando preços exorbitantes no galão d`água e até na caixa de velas!!! E ainda tive o desprazer de ver alguns burgueses abastados que nada fizeram para ajudar esses desabrigados e desalojados. Apareceram em cena perante os holofotes, quando as grandes emissoras estavam presentes, garantindo desse modo os quinze minutos de fama e é lógico, para dissimularem estar fazendo algo pelos munícipes, pois não se esqueçam de que ano que 2012 é ano de eleição. Tão cruel quanto isso são as pessoas egoístas que só auxiliam seus pares!  Uma dessas pessoas da alta sociedade, me disse que só iria ajudar o fulano parente do beltrano, porque são seus conhecidos e de outros elementos do seu círculo de amizades. Mas e as outras pessoas necessitadas?? Desconhecidas e muitas vezes de procedência humilde?!
     Devemos ajudar nossos amigos e conhecidos, sem esquecer também dos desconhecidos, os quais muitos de nós olhamos com desprezo pelas ruas.                                                                                                          Domingo retrasado, fui de carro com uns amigos no Bairro de Vieira, no intuito de levar donativos na igreja local. Faltando cinco minutos para lá chegar, os tratores removiam as barreiras da estrada Teresópolis-Frigurgo, um dos amigos, o condutor do veículo e eu saímos do mesmo. O cenário que descortinamos , parecia o de guerra ou então de tsunami: Casas, plantações, automóveis, tudo destruído. Chegando na igreja, haviam enormes filas na busca por mantimentos e alguns escassos voluntários no auxílio a toda essa gente.        É gratificante poder ser útil ao próximo, apesar do pouco que fizemos. Então, como diz o velho ditado: " de grão em grão, a galinha enche o papo". Se as pessoas se unissem de verdade, o pouco viraria muito.           Antes de encerar, gostaria de agradecer aos teresopolitanos,aos outros munícipios, estados, e até países que ajudaram e ainda estão ajudando, tanto entidades civis como públicas.                                                                                                                                                                                            

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